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Governança no agronegócio: o pilar do ESG essencial para revendas

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Governança no agronegócio: o pilar do ESG essencial para revendas

A governança no agronegócio é a vertente do ESG que recebe menos atenção, em comparação às pautas ambientais. No entanto, isso precisa mudar o mais rápido possível, já que é ela que transforma boas intenções em decisões, controles e responsabilidades. 

Para revendas e distribuidores de insumos agrícolas, governança significa organizar a empresa para crescer com segurança, cumprir a legislação, prestar contas e manter relações de confiança com produtores, fornecedores, colaboradores e comunidades.

Um dos motivos para a governança sofrer com a negligência é o fato de muitas organizações ainda dependerem de decisões centralizadas e enfrentarem alta complexidade regulatória.

Neste texto, explicamos a importância da governança no setor, tanto de forma estratégica, quanto regulatória. Então, continue lendo este conteúdo até o final para não restar dúvidas.

O que é governança no agronegócio e qual a sua importância?

De maneira simples, a governança corporativa é a forma pela qual uma empresa é dirigida, monitorada e orientada. É por esse sistema que é definido quem toma as decisões, com base em quais informações, como os riscos são tratados e de que maneira os resultados são comunicados. 

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) relaciona esse sistema à atuação de sócios, da diretoria, dos conselhos e das demais instâncias de controle.

Em uma revenda agrícola, esse sistema aparece em situações concretas, como a aprovação de compras e vendas, critérios para concessão de crédito, registro de negociações, controle de estoque, gestão de fornecedores, relacionamento com órgãos públicos e destinação de embalagens vazias. 

Quando essas rotinas dependem apenas da memória ou da autoridade de uma pessoa, aumentam os riscos de erros, conflitos de interesse, fraudes e perdas financeiras. Uma governança bem estruturada cria previsibilidade, facilita a sucessão familiar e melhora a gestão de riscos.

Políticas internas e as práticas de governança

As políticas internas traduzem os valores da empresa em orientações que podem ser seguidas e verificadas. Para as revendas, o recomendado é começar a implementar essas políticas por meio de um documento objetivo.

Neste documento devem constar código de conduta, política de compras, regras para brindes e conflitos de interesse, procedimento de aprovação de descontos e vendas a prazo, política de relacionamento com fornecedores e diretrizes para saúde e segurança no trabalho.

Vale ressaltar que não basta apenas elaborar o documento, é preciso colocar essas regras em prática. E, para isso, é fundamental comunicá-las a toda a empresa e, quando necessário, aplicar treinamentos para a equipe. 

Ainda nesse processo, deve-se definir responsáveis, prazos e indicadores. Deixar claro quem é o responsável por conferir a documentação de um fornecedor, como uma denúncia deve ser registrada, quem é o responsável por fazer a auditoria do estoque e de quanto em quanto tempo isso deve ocorrer, entre outros.

Essas medidas fazem parte das práticas de governança e ajudam a separar decisões técnicas de interesses pessoais. Em empresas familiares, isso não significa afastar a família da gestão, mas sim estabelecer papéis claros e garantir que decisões relevantes sejam tomadas com critérios, informação e prestação de contas.

Compliance e transparência

Compliance não é apenas obedecer às normas impostas, mas também é criar processos para identificar obrigações, prevenir desvios, corrigir falhas e demonstrar que a empresa agiu de forma responsável. 

Esse processo é um dos princípios de governança corporativa e fortalece a confiança de clientes, parceiros, financiadores e colaboradores.

No agro, o desafio é ainda maior, pois o setor possui normas ambientais, trabalhistas, fiscais, de segurança e de comercialização. A quantidade e a complexidade dessas exigências podem gerar diferenças significativas entre empresas estruturadas e negócios menores.

Para uma distribuidora, um programa proporcional de compliance pode incluir matriz de riscos, calendário de obrigações, controle documental, treinamento e canal para relatos. Auditorias internas ajudam a encontrar inconsistências antes de autuações ou crises de reputação.

Resíduos agrícolas

Há quem pense que a destinação de resíduos envolve apenas a responsabilidade ambiental. No entanto, essa operação mostra bem como a governança ESG se conecta ao setor. Isso porque, existem procedimentos, papéis definidos, evidências e prestação de contas. 

No caso das embalagens vazias de defensivos e insumos agrícolas, a empresa precisa orientar seus públicos, manter registros, encaminhar os materiais aos canais adequados e acompanhar o processo de logística reversa.

É nesse ponto que a Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (Adiaesp) pode apoiar revendas e distribuidores. A Adiaesp atua no recebimento e na gestão da logística reversa de embalagens vazias, além de oferecer informações, assessoria, educação ambiental, palestras e treinamentos aos associados.

Sua atuação ajuda a transformar uma obrigação operacional em um processo organizado, rastreável e alinhado à legislação. Ao participar de uma estrutura coletiva, a empresa reduz a improvisação e fortalece controles internos. 

Governança vai além da conformidade

O pilar G do ESG não deve ser tratado como selo ou exigência passageira. ESG está ligado à própria sustentabilidade empresarial, pois auxilia a entender os impactos, reduzir os riscos e ampliar os efeitos positivos da atividade. 

No agronegócio, isso significa criar empresas capazes de atravessar mudanças regulatórias, sucessões familiares e pressões de mercado sem perder credibilidade.

A jornada para uma boa governança no agronegócio começa com três perguntas: quem decide hoje? Quais riscos não estão documentados? Como a empresa comprova suas responsabilidades? Políticas, treinamentos e parcerias como a Adiaesp constroem uma governança adequada ao porte do negócio.

Quer fortalecer a gestão de resíduos e avançar na governança da sua revenda? Conheça a Adiaesp, associe-se e encontre apoio para cumprir a legislação e estruturar uma logística reversa mais responsável.

Converse com nossos especialistas. 


Perguntas Frequentes sobre Governança no Agronegócio

1. O que é governança no agronegócio?

É a forma como a empresa organiza decisões, processos, responsabilidades, controles e prestação de contas.

2. Por que a governança é importante para as revendas agrícolas?

Porque ajuda a reduzir riscos, cumprir a legislação, melhorar a gestão e fortalecer a confiança de clientes e parceiros.

3. O que é compliance no agronegócio?

É o conjunto de processos usados para garantir que a empresa cumpra leis, normas internas e exigências regulatórias.

4. Como a Adiaesp contribui para a governança?

A Adiaesp apoia a logística reversa de embalagens agrícolas e oferece informações, treinamentos e assessoria para seus associados.

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Sobre a Adiaesp

A Adiaesp é especializada na gestão ambiental responsável de embalagens de defensivos agrícolas, promovendo soluções sustentáveis e orientadas à legislação vigente. Atuamos em toda a cadeia da logística reversa, assegurando conformidade, transparência e proteção ao meio ambiente.

A Adiaesp tem como propósito garantir a destinação correta e sustentável de recipientes de produtos químicos agrícolas, promovendo a logística reversa, a preservação ambiental e a conscientização dos agricultores para um futuro mais sustentável.

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