A devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas é uma etapa crucial para a sustentabilidade e conformidade legal no agronegócio. O sucesso do sistema de logística reversa brasileiro, reconhecido mundialmente por sua eficiência, depende da participação correta do produtor rural.
Este texto foi elaborado para orientar sobre o passo a passo necessário para garantir que a devolução de embalagens seja feita de maneira segura e ambientalmente adequada, maximizando a reciclagem e contribuindo para a economia circular.
Continue lendo este conteúdo até o final para não restar dúvidas.
Passo a passo da devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas
Para fazer a devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas, é preciso ter duas coisas em mente. Primeiro, essa responsabilidade é compartilhada e todos da cadeia precisam cumprir com seu papel. E segundo, é essencial seguir o passo a passo, sem pular nenhuma etapa.
A lavagem é o pilar do processo de devolução de embalagens e é obrigatória para recipientes líquidos laváveis. A Tríplice Lavagem é uma técnica simples e eficaz que reduz resíduos químicos, garantindo segurança no manuseio da embalagem. Saiba como ela é feita no tópico abaixo.
1. Tríplice Lavagem
O processo de Tríplice Lavagem deve ser realizado imediatamente após o esvaziamento do produto no tanque do pulverizador, e é de total responsabilidade do agricultor.
A lavagem deve seguir a seguinte ordem:
- Todo o conteúdo da embalagem deve ser despejado no pulverizador. Deixe a embalagem escorrer por cerca de 30 segundos para ter certeza de que foi esvaziada.
- Água limpa até um quarto (1/4) do volume total da embalagem deve ser adicionada.
- Em seguida, deve-se tampar a embalagem e agitá-la vigorosamente por, no mínimo, 30 segundos.
- A água de enxágue deve ser despejada no tanque do pulverizador, aproveitando-a na calda de aplicação.
- Repita os passos 2, 3 e 4 por mais duas vezes, totalizando três enxágues.
Após a lavagem, é imprescindível inutilizar a embalagem, perfurando o fundo para evitar sua reutilização indevida.
2. Preparação e Armazenamento
Com a embalagem limpa e inutilizada, a próxima etapa é a preparação para o transporte e o armazenamento temporário. A organização correta otimiza o processo nas centrais de recebimento.
As tampas e lacres devem ser separados e devolvidos junto com os recipientes, mas não acoplados a eles. Em seguida, as embalagens lavadas devem ser armazenadas em local seguro, coberto e ventilado, fora do alcance de pessoas não autorizadas.
O armazenamento temporário deve proteger os materiais contra condições meteorológicas adversas. Garantindo assim que cheguem secos e em boas condições à unidade de recebimento.
É importante ressaltar que as embalagens não laváveis, como as de papelão ou sacos plásticos, devem ser dobradas e acondicionadas em sacos plásticos transparentes, para facilitar a identificação e o processamento na central de recebimento.
3. Agendamento e Transporte
O transporte das embalagens vazias até o ponto de recebimento autorizado deve ser planejado e realizado dentro do prazo legal. O produtor rural tem até um ano, contado a partir da data da compra, para realizar a devolução de embalagens. O prazo ideal é de até um ano após a data de vencimento do produto ou até seis meses após o término do uso.
Muitas centrais exigem agendamento prévio para organizar o fluxo e evitar longas esperas. O agendamento eletrônico é a forma mais eficiente de planejar a entrega. No momento da devolução, o produtor deve apresentar a nota fiscal de compra do produto.
O transporte deve ser feito em veículo adequado, garantindo que as embalagens estejam bem acondicionadas. O produtor receberá um comprovante de devolução de embalagens, documento que atesta o cumprimento de sua responsabilidade ambiental e legal.
Contribua para a sustentabilidade com a Adiaesp
Ao seguir rigorosamente este passo a passo, o produtor rural cumpre a legislação e torna-se um agente ativo na promoção da sustentabilidade e da economia circular.
A correta devolução de embalagens permite que esses materiais sejam transformados em novos produtos, como tubos para irrigação e conduítes, reduzindo a necessidade de matéria-prima virgem e minimizando o impacto ambiental.
A Adiaesp (Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo) atua ativamente na gestão da logística reversa no estado de São Paulo, garantindo a destinação adequada desses resíduos.
A associação possui diversos pontos de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas, incluindo postos credenciados e centrais, facilitando o acesso e o cumprimento da legislação por parte dos produtores rurais.
Para encontrar o ponto de recebimento mais próximo e obter mais informações, o produtor pode consultar os canais oficiais da Adiaesp.





