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Embalagens não laváveis de agrotóxicos: além da tríplice lavagem

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Embalagens não laváveis de agrotóxicos: além da tríplice lavagem

A utilização de defensivos agrícolas na agricultura atual já se tornou uma prática essencial para garantir a produtividade e a qualidade das colheitas. Contudo, a gestão pós-uso de suas embalagens representa um desafio significativo e uma responsabilidade ambiental crucial. 

Embora a tríplice lavagem seja um procedimento amplamente conhecido e obrigatório para muitas embalagens, é fundamental compreender que existem as embalagens não laváveis, que não são passíveis desse processo. 

O descarte inadequado pode acarretar sérios riscos ao meio ambiente e à saúde humana, tornando imperativo o conhecimento sobre a destinação final de embalagens vazias e o descarte de embalagens de agrotóxicos de forma correta.

Embalagens não laváveis: saiba identificar

As embalagens não laváveis são aquelas que contêm formulações de produtos que não são miscíveis ou dispersíveis em água, como produtos granulados, em pó ou pastosos. Além disso, todas as embalagens flexíveis e as embalagens secundárias, que não entram em contato direto com o agrotóxico, são classificadas como não laváveis. 

Diferentemente das embalagens rígidas que acondicionam formulações líquidas diluíveis em água, estas não podem ser submetidas à tríplice lavagem ou lavagem sob pressão devido à sua natureza e ao tipo de produto que continham.

Exemplos comuns de embalagens não laváveis são:

  • Sacos plásticos, de papel ou mistos (flexíveis) que acondicionam produtos em pó ou granulados.
  • Embalagens de produtos para tratamento de sementes.
  • Caixas de papelão, cartuchos de cartolina e fibrolatas.

Essas embalagens, por sua composição e pelo tipo de resíduo que podem conter, demandam um manejo diferenciado para evitar a contaminação ambiental. 

São considerados resíduos perigosos de Classe 1, conforme a ABNT NBR 10004, o que reforça a necessidade de uma destinação final de embalagens vazias ambientalmente adequada.

Como fazer o descarte de embalagens não laváveis

Para as embalagens não laváveis, o procedimento de descarte difere significativamente daquele aplicado às embalagens laváveis. A legislação brasileira, como a Lei nº 7.802/89 (alterada pela Lei nº 9.974/00 e Decreto nº 10.833/2021) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Nº 12.305/10), estabelece a obrigatoriedade da logística reversa para esses materiais.

Os passos essenciais para o descarte de embalagens de agrotóxicos não laváveis são:

  1. Manter a integridade: as embalagens não laváveis devem ser mantidas intactas, adequadamente tampadas e sem vazamentos. Não se deve perfurá-las ou tentar lavá-las.
  2. Acondicionamento: as embalagens vazias devem ser acondicionadas em sacos plásticos padronizados, geralmente fornecidos pelo revendedor do produto. Este procedimento visa a segurança no transporte e a prevenção de contaminação.
  3. Armazenamento temporário: o agricultor deve armazenar as embalagens de forma segura e temporária em sua propriedade, em local coberto, ventilado e isolado, longe de pessoas, animais e alimentos.
  4. Devolução: as embalagens devem ser devolvidas a uma unidade de recebimento autorizada dentro do prazo estabelecido, que pode ser de até um ano após a compra do produto. É muito importante que o agricultor solicite e guarde o comprovante de entrega, juntamente com a nota fiscal do produto, para fins de fiscalização.

Destinação final adequada

Após a entrega nas unidades de recebimento, as embalagens não laváveis seguem para a destinação final de embalagens vazias mais apropriada. Diferentemente das embalagens laváveis, que podem ser recicladas, as não laváveis geralmente são encaminhadas para a incineração.

A incineração é o método mais recomendado para o tratamento dessas embalagens, pois garante a destruição total dos resíduos e seus patógenos, reduzindo em mais de 90% o volume original do material. 

Este processo é regulamentado por resoluções como as do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), garantindo que as emissões atmosféricas sejam controladas e que não haja contaminação de solos e mananciais. 

Empresas especializadas em soluções ambientais oferecem serviços de incineração em fornos rotativos, que proporcionam uma queima mais uniforme e eficiente, ampliando a capacidade de processamento e a lista de resíduos que podem ser tratados.

Importância do descarte consciente

O manejo correto das embalagens não laváveis de defensivos agrícolas é um pilar fundamental para a sustentabilidade do agronegócio. 

A negligência no descarte de embalagens de agrotóxicos pode resultar em contaminação do solo, da água e do ar, afetando ecossistemas e a saúde da população rural e urbana. Além das implicações ambientais e de saúde, o descarte incorreto pode gerar multas e sanções legais para os produtores.

Compreender que a tríplice lavagem não é uma solução universal e que existem procedimentos específicos para as embalagens não laváveis é um passo fundamental para a adoção de práticas agrícolas mais responsáveis e em conformidade com a legislação. 

A colaboração entre agricultores, revendedores e as unidades de recebimento é essencial para o sucesso da logística reversa e para a proteção do nosso planeta.


Perguntas Frequentes sobre Embalagens não Laváveis

1. O que são embalagens não laváveis?

São embalagens que contêm produtos que não se misturam com água (pós, grânulos) ou materiais flexíveis e secundários que não permitem a lavagem.

2. Por que elas não podem passar pela tríplice lavagem?

Devido à natureza química do produto que continham ou à porosidade do material da embalagem, o que impede a remoção segura de resíduos apenas com água.

3. Como o produtor deve preparar essas embalagens para o descarte?

Elas devem ser mantidas intactas (sem furos), bem tampadas e acondicionadas em sacos plásticos padronizados fornecidos pelo revendedor.

4. Qual é o destino final das embalagens não laváveis após a devolução?

Geralmente são encaminhadas para a incineração em fornos especializados, garantindo a destruição total dos resíduos perigosos.

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Sobre a Adiaesp

A Adiaesp é especializada na gestão ambiental responsável de embalagens de defensivos agrícolas, promovendo soluções sustentáveis e orientadas à legislação vigente. Atuamos em toda a cadeia da logística reversa, assegurando conformidade, transparência e proteção ao meio ambiente.

A Adiaesp tem como propósito garantir a destinação correta e sustentável de recipientes de produtos químicos agrícolas, promovendo a logística reversa, a preservação ambiental e a conscientização dos agricultores para um futuro mais sustentável.

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