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Conheça os cuidados necessários, o manuseio, como transportar e o que fazer com os vários tipos de defensivo agrícola

25 de novembro de 2018

O Brasil se tornou referência mundial em logística reversa de embalagens plásticas vazias de defensivos agrícolas, com o encaminhamento de 94% delas para a reciclagem ou incineração. Mas não é qualquer profissional que pode transportar essas embalagens. Existem algumas regras que devem ser respeitadas nesse transporte do campo à recicladora. Os cuidados para o retorno das embalagens vazias começam na propriedade rural.

Consumido o defensivo, o produtor agrícola deve fazer uma limpeza na embalagem antes de devolvê-la. Neste processo, em 90% das embalagens usadas é possível que o produtor faça uma tríplice lavagem do recipiente, despejando a água residual no tanque de pulverização. Dessa forma, essas embalagens são consideradas descontaminadas, pois retornam sem nenhum traço de defensivo.

“É uma embalagem que vai para a reciclagem normalmente sem nenhuma preocupação”, conta Luiz Alberto Moreira da Silva, diretor da Luft Logística, empresa especializada no transporte de defensivos e que também faz a gestão da operação de logística reversa do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) em todo o país.

– Assim que a adquire o defensivo, o produtor já fica sabendo onde terá que devolver a embalagem. Essa informação consta do corpo da nota fiscal de venda. O prazo para a devolução é de um ano após a data da compra. O sistema de devolução de embalagens vazias conta com 400 unidades de recebimento, distribuídas pelo Brasil

– O agricultor devolve a embalagem vazia na unidade de recebimento mais próxima de sua propriedade, que pode ser um posto ou uma central. Em geral, as centrais são maiores. Lá as embalagens são prensadas para facilitar o transporte. As prensas são feitas de acordo com o tipo de material da embalagem. “A prensa permite que o caminhão transporte mais carga numa mesma viagem. Um caminhão que transporta 1.500 quilos de embalagem sem estar prensada, por exemplo, consegue carregar 13 mil quilos de embalagem prensada”, conta Silva

– Para fazer esse serviço, as transportadoras são previamente cadastradas no Inpev, preenchendo um formulário de acordo com a carga que vão transportar. Essas transportadoras atuam por região e são capacitadas para retornar os dois tipos de embalagens: lavadas e não lavadas. As empresas que transportam as embalagens não lavadas devem usar EPI e possui treinamento específico para o transporte de produtos perigosos

– A ordem de coleta segue para empresas como a Luft Logística, que aciona as transportadoras cadastradas nas regiões onde a coleta deve ser feita

– A devolução de embalagens lavadas deve ser feita em separado das embalagens não lavadas. Da propriedade até a unidade de recebimento o produtor transporta a embalagem lavada e a solta na carroceria do veículo. Já os recipientes contaminados devem ser colocados em um big bag (sacaria de alta resistência usada no campo) bem fechado, que também deve ser transportado na carroceria do veículo

– Na recicladora a carga é separada de acordo com o material, sendo o polietileno de alta densidade o mais comum. Há ainda o coex (plástico em polietileno), as caixas de papelão e algumas poucas embalagens metálicas no campo

Fonte: Canal Rural